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DELEGAR OU NÃO DELEGAR?

O pressuposto da delegação de competências é a confiança. Se temos confiança, delegamos, se não, concentramos em nós a capacidade de decisão e a responsabilidade. O problema é que concentrando perde-se qualidade e eficiência na gestão.

A resistência à delegação de competências tem a ver com inseguranças próprias, aversão ao risco e falta de competências daqueles em quem delegar. A alternativa a não delegar é não crescer e isso poderá comprometer o futuro. Small is beautiful, but big is necessary.

Não sabemos ao certo porque é que se delega tão pouco em Portugal. Sabemos que não é pelo facto de o país ser pequeno, porque a Dinamarca tem metade da população Portuguesa e lidera, numa lista de 139 países, a capacidade de delegar. Nessa lista, Portugal aparece no modesto 70.º lugar.

A disposição para delegar a autoridade poderá ser um bom indício da competitividade de uma empresa ou de um país. Quando maior a capacidade para delegar, melhor a competitividade. Portugal poderia ser bem maior…
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AS TRÊS VARIÁVEIS DO SUCESSO

Só poderemos dizer que algo é efetivo quando conseguimos controlar o seu modo de produção. Mais do que alcançar o sucesso, é necessário garantir que ele se repete. Para isso, é necessário determinar as variáveis constantes do sucesso. Nós identificamos três: a ética, a inovação e a comunicação.

Ética Diz-se que não há ciência sem consciência e o mesmo vale para os negócios. A ética é fazer não apenas o que deve ser feito mas o que é certo fazer. A boa consciência é a ideia que estamos a fazer a coisa certa para nós e para os outros. Essa boa consciência reflete-se depois na missão e nos valores que são coisas para a vida. A missão é razão para fazermos o que fazemos. Os valores são os princípios que nos acompanham na vida. Missão e valores são inegociáveis. No momento em que transigirmos sobre eles, deixam de o ser. A ética, mais que nunca, garante a continuidade do negócio. A ética é o colete à prova de bala que apenas as pessoas boas têm. 
Inovação Inovar é acrescentar algo de novo …

SENTIDO DE RESPONSABILIDADE

O sentido de responsabilidade é a consciência que temos das nossas obrigações e o compromisso ou convição de obrigatoriedade que assumimos connosco e com os outros no sentido de as cumprir.

Na peça da vida não desempenhamos todos o mesmo papel, temos por isso obrigações de natureza diferente, variando o sentido de responsabilidade em função da idade, discernimento, ocupação, profissão ou função que desempenhamos em determinado momento e num determinado contexto.

Por exemplo, num contexto de liderança, o sentido de responsabilidade significa a consciência da obrigação de definir objetivos, estratégias e táticas, conformes com a ética vigente, que permitam conduzir a organização ao nível máximo de prosperidade. Num contexto laboral, o sentido de responsabilidade é a consciência geral das obrigações decorrentes de um contrato de trabalho e de bem desempenhar a função assumida. Enquanto cidadãos, o sentido de responsabilidade tem a ver com a consciência e vinculação ao cumprimento dos nos…

COMPLACÊNCIA E FALSO SENTIDO DE URGÊNCIA

Os dois maiores inimigos do sentido de urgência são a complacência e a falsa urgência.
complacência, é a tolerância com o estado atual das coisas. É normalmente gerada pelo sucesso. Se algo deu resultado no passado, para quê mudar agora? Em equipa que ganhou não se mexe.
falsa urgência, ocorre quando tudo é rotulado como urgente, mesmo o que não é evidentemente prioritário. É normalmente gerada pela vontade de ação, dando a ilusão que algo está a acontecer, apesar de caminharmos em círculos.

A complacência e o falso sentido de urgência são dois animais diferentes. No entanto, têm em comum a característica  de nos reterem num mundo de gente cheio de pressa, mas sem tempo para perceber o que está a acontecer e o que é prioritário.

A ILUSÃO DO CONTROLO

Quando nos concentramos naquilo que sabemos ou acreditamos que sabemos e achamos que isso é suficiente para sermos bem sucedidos, estamos a ser tocados pela lei da ilusão do controlo. O problema é que o que não sabemos é, em regra, bastante mais determinante para sermos bem sucedidos do que aquilo que sabemos. A ilusão do controlo cumpre a função de afastar o medo do desconhecido mas, ao mesmo tempo, cria um excesso de confiança que pode revelar-se castrador e, por vezes, fatal.

Nos EUA, sede mundial do empreendorismo, em média, apenas 35% das pequenas empresas sobrevivem durante os primeiros 5 anos de vida. Em Portugal, esses número desce para 25%. O registo da taxa de mortalidade das startups em Portugal é muito pior do que o dos EUA e um dos piores da Europa. Existem várias explicações possíveis para o insucesso dos empreendedores: o mercado externo, a falta de dinheiro para prosseguir com o projeto, os recursos humanos que são pouco qualificados e não entendem o criador... Mas, o …

COMO ILUDIR A URGÊNCIA

Às vezes a ameaça é tão óbvia que é impossível que não possa conduzir a uma situação de urgência. É o que acontece em Portugal relativamente aos incêndios de verão que se prolongam até ao outono. No entanto, a situação de urgência não gera, como seria de esperar, uma mudança.

Mudar representa sempre um sacrifício. Politicamente poderá ter custos altíssimos, em especial num país velho e envelhecido como é o nosso caso. Por isso, a mudança não só não é uma prioridade como todos os partidos têm programas políticos justamente para não mudar o que quer que seja, desde a organização do trabalho, o sistema de direitos sociais ou o planeamento do território.

Então como fazer para iludir a urgência e evitar a mudança?

Uma boa maneira é gerir a urgência. O modelo vem da Saúde. Amanhã, por exemplo, dia 2 de outubro, a proteção civil colocou 13 distritos em alerta vermelho de risco de incêndio. A ameaça é traduzida na linguagem do risco e da prevenção. A gestão da urgência é feita através de aval…

QUANDO A AMEAÇA NÃO GERA URGÊNCIA

Uma ameaça é a previsão de um prejuízo na eventualidade de ocorrer determinado acontecimento. A ameaça tem a virtude de acelerar um processo de mudança com vista a minimizar as consequências negativas desse acontecimento. Urgente é tudo aquilo que não pode ser adiado. Detetada a ameaça, o sentido de urgência impõe a necessidade de mudança para a anular os efeitos do prejuízo esperado.

Em Portugal há no ar uma ameaça permanente a que não se segue qualquer desejo ou necessidade de mudança. A ameaça é o deficit. A ameaça, a quem já chamaram "o Monstro", gera uma ansiedade permanente suportada pela certeza que estamos sempre no limite da despesa possível, do prejuízo provável.

As atuais circunstâncias políticas não permitem fazer quaisquer reformas estruturais no sentido de eliminar despesa. Apenas é possível reduzir despesa a um nível muito básico que consiste em racionar o dinheiro disponível pelos diversos ministérios em função de critérios de necessidade eleitoralistas.

Não …