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SENTIDO DE URGÊNCIA PRECISA-SE

Clay Shirky identificou um padrão de comportamento. Primeiro - diz ele -  as pessoas que usam o antigo sistema não reparam na mudança. Quando reparam, acham que é desprezível. Depois, é um nicho; a seguir, a moda. E, na altura em as pessoas percebem que o mundo mudou de facto, desperdiçam a maior parte do tempo que tinham para se adaptarem.

Caiem neste padrão, por exemplo, os motores de pesquisa, que todos desvalorizaram inicialmente, a música digital que destruiu uma só vez toda uma indústria consolidada e rentável e, mais recentemente, as impressoras 3D, que, a pouco e pouco, começam a revolucionar a maneira como os produtos e bens são fabricados.

A mudança não tem que vir apenas de uma inovação tecnológica. Pode ser uma nova necessidade ou mesmo uma nova perceção sobre o que está certo e o que está errado. Hoje um número crescente de pessoas consideram que está errado usar sacos de plástico e comer carne. Isto é completamente novo. Uma inovação  ou uma mudança na perceção, na menta…
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A MISSÃO DE SERVIR O CLIENTE

Um dos métodos que os organismos de espionagem têm utilizado para reconstituir a hierarquia e localizar figuras centrais em grupos suspeitos de terrorismo chama-se deteção automática de hierarquia social.  Na sua essência, o método permite deduzir, através da análise dos tempos de resposta a comunicações eletrónicas, a importância que alguém ocupa numa determinada organização. Por exemplo, quanto menor é o tempo de resposta a um email recebido, mais elevada é a posição da pessoa que o enviou. Através de um algoritmo, mediante a análise de comportamentos em comunicações eletrónicas, é assim possível extrair automaticamente dados sobre uma hierarquia social e perceber quem tem poder numa organização, independentemente da existência de qualquer tipo de formalização dessa hierarquia.

Estamos mais disponíveis para dar atenção a quem está a cima de nós na hierarquia social, em detrimento de quem achamos que está abaixo de nós.
Numa empresa será também possível determinar a importância do cl…

A RESPONSABILIDADE DO LÍDER

Um líder tem muitas responsabilidades mas antes de tudo ele é responsável por definir e dar alma à finalidade e à missão da empresa e obter a adesão daqueles que com ele percorrem o caminho.

finalidade  consiste na definição dos objetivos estratégicos.
Essa definição passa por uma escolha. A escolha, qualquer escolha, é sempre difícil e aí reside a primeira dificuldade. Só saberemos se fizemos a escolha certa depois de chegarmos ao fim do caminho a que conduz. A opção por uma determinada finalidade e não outra qualquer poderá resultar de uma intuição pessoal, de um reflexo de uma identidade própria, de uma análise objetiva aos factos e aos dados, ou de um misto de tudo isto. É feita por referência à identificação das capacidades próprias, necessidades e valores dos clientes, ao mercado e à concorrência.
À volta da finalidade são desenvolvidos o produto ou serviço, o preço, a qualidade, os clientes alvo e todas as atividades acessórias.
A definição ou redefinição da finalidade é um t…

DELEGAR OU NÃO DELEGAR?

O pressuposto da delegação de competências é a confiança. Se temos confiança, delegamos, se não, concentramos em nós a capacidade de decisão e a responsabilidade. O problema é que concentrando perde-se qualidade e eficiência na gestão.

A resistência à delegação de competências tem a ver com inseguranças próprias, aversão ao risco e falta de competências daqueles em quem delegar. A alternativa a não delegar é não crescer e isso poderá comprometer o futuro. Small is beautiful, but big is necessary.

Não sabemos ao certo porque é que se delega tão pouco em Portugal. Sabemos que não é pelo facto de o país ser pequeno, porque a Dinamarca tem metade da população Portuguesa e lidera, numa lista de 139 países, a capacidade de delegar. Nessa lista, Portugal aparece no modesto 70.º lugar.

A disposição para delegar a autoridade poderá ser um bom indício da competitividade de uma empresa ou de um país. Quando maior a capacidade para delegar, melhor a competitividade. Portugal poderia ser bem maior…

AS TRÊS VARIÁVEIS DO SUCESSO

Só poderemos dizer que algo é efetivo quando conseguimos controlar o seu modo de produção. Mais do que alcançar o sucesso, é necessário garantir que ele se repete. Para isso, é necessário determinar as variáveis constantes do sucesso. Nós identificamos três: a ética, a inovação e a comunicação.

Ética Diz-se que não há ciência sem consciência e o mesmo vale para os negócios. A ética é fazer não apenas o que deve ser feito mas o que é certo fazer. A boa consciência é a ideia que estamos a fazer a coisa certa para nós e para os outros. Essa boa consciência reflete-se depois na missão e nos valores que são coisas para a vida. A missão é razão para fazermos o que fazemos. Os valores são os princípios que nos acompanham na vida. Missão e valores são inegociáveis. No momento em que transigirmos sobre eles, deixam de o ser. A ética, mais que nunca, garante a continuidade do negócio. A ética é o colete à prova de bala que apenas as pessoas boas têm. 
Inovação Inovar é acrescentar algo de novo …

SENTIDO DE RESPONSABILIDADE

O sentido de responsabilidade é a consciência que temos das nossas obrigações e o compromisso ou convição de obrigatoriedade que assumimos connosco e com os outros no sentido de as cumprir.

Na peça da vida não desempenhamos todos o mesmo papel, temos por isso obrigações de natureza diferente, variando o sentido de responsabilidade em função da idade, discernimento, ocupação, profissão ou função que desempenhamos em determinado momento e num determinado contexto.

Por exemplo, num contexto de liderança, o sentido de responsabilidade significa a consciência da obrigação de definir objetivos, estratégias e táticas, conformes com a ética vigente, que permitam conduzir a organização ao nível máximo de prosperidade. Num contexto laboral, o sentido de responsabilidade é a consciência geral das obrigações decorrentes de um contrato de trabalho e de bem desempenhar a função assumida. Enquanto cidadãos, o sentido de responsabilidade tem a ver com a consciência e vinculação ao cumprimento dos nos…

COMPLACÊNCIA E FALSO SENTIDO DE URGÊNCIA

Os dois maiores inimigos do sentido de urgência são a complacência e a falsa urgência.
complacência, é a tolerância com o estado atual das coisas. É normalmente gerada pelo sucesso. Se algo deu resultado no passado, para quê mudar agora? Em equipa que ganhou não se mexe.
falsa urgência, ocorre quando tudo é rotulado como urgente, mesmo o que não é evidentemente prioritário. É normalmente gerada pela vontade de ação, dando a ilusão que algo está a acontecer, apesar de caminharmos em círculos.

A complacência e o falso sentido de urgência são dois animais diferentes. No entanto, têm em comum a característica  de nos reterem num mundo de gente cheio de pressa, mas sem tempo para perceber o que está a acontecer e o que é prioritário.