O medo é um mecanismo de sobrevivência que permite dar uma resposta imediata a um perigo que está a acontecer (se for um perigo imaginado é apenas ansiedade). Fatores culturais e pessoais permitem respostas diferentes ao perigo. Cada um de nós tem a sua própria experiência pessoal do medo. Não há assim uma resposta comum, nem sequer é comum a noção de perigo. Não há problema nenhuma em ter medo, exceto quando nos paralisa e nos impede de viver a nossa vida. Não podemos evitar o medo, mas também não podemos deixar que subjugue a nossa liberdade, que é a essência da nossa humanidade. Se ainda não encontramos uma maneira eficaz de lidar com o medo, então temos de aprender a fazê-lo. O estudo, o humor e a empatia podem dar uma ajuda.
Estudo. O medo é amplificado pela ignorância e pela confusão. Por isso, procuramos saber tudo sobre o seu objeto e sobre os dispositivos de engano com que nos confunde e inferioriza. Tememos o que desconhecemos e tudo é desconhecido até ser conhecido. Conhecermo-nos e conhecer o que nos provoca medo ajuda-nos a controlar os seus efeitos paralizadores.
Humor. Rir reforça o sistema imunitário da coragem. Por isso, nunca perdemos uma oportunidade para rir na cara do monstro. Somos superiores àquilo de que rimos. Há que cultivar o humor para afastar a tensão e relativizar o perigo.
Empatia. O medo nasce e morre em nós. Por isso, sair de nós pode ser uma boa maneira de espantar o medo. O outro, o perigo, pode ter tanto ou mais medo do que nós e a sua agressividade pode ser a sua forma instintiva de reagir a esse medo.
É assim que podemos lidar e vencer o medo.
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