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Ars Longa Vita Brevis

A vida é breve, a arte é longa, a ocasião fugidia, a experiência enganosa, o julgamento difícil.
O espírito prático e legislador dos romanos, através de Séneca, fez do aforismo um ditado latino: «Ars longa vita brevis». Depois disso, todos os que pretenderam atingir um nível superior de excelência de todos os ofícios, o adotaram para si e para transmitir aos iniciados: «A vida é tão curta, o ofício de tão longa aprendizagem». Existe também uma versão Hollywood para corações carentes de palavras que sublinham um sentimento eterno: «Tão curta vida, para tão longo amor.» Todas estas versões, não passam, no entanto, de variações menores do génio maior de Hipócrates, que se aplica a qualquer arte, a qualquer saber, a qualquer esforço sério de conhecimento ou de engenho. O domínio de uma competência específica, o exercício digno de uma profissão, o sucesso de um amor, o êxito de um negócio ou de uma organização, exige o compromisso duradouro com esse tipo de seriedade que Hipócrates há dois mil e quatrocentos anos sintetizou de maneira brilhante. Por muito que os homens aspirem a Deuses, tudo o que se quer bem feito demora nada menos do que uma vida, o tempo breve dos homens.

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Sentido de Urgência Precisa-se

No início, começamos por não reparar nos sinais e, quando o fazemos, achamos que são negligenciáveis. Depois, achamos que é residual. A seguir, uma moda sazonal. E, na altura em percebemos que o mundo de facto mudou, desperdiçamos a maior parte do tempo que tínhamos para nos adaptarmos.

Caiem neste padrão os motores de pesquisa, que todos desvalorizaram inicialmente, a música digital, que destruiu uma só vez toda uma indústria consolidada e rentável, as impressoras 3D, que, pouco a pouco, começaram a revolucionar a maneira como os produtos e bens são fabricados e, mais recentemente, a pandemia provocada pela doença do Coronavírus COVID-19, que precipitou o mundo para uma catástrofe.

A mudança não tem de vir apenas de uma inovação tecnológica ou de uma doença. Pode ser uma nova necessidade ou mesmo uma nova perceção ética sobre o que está certo e o que está errado. Hoje, um número crescente de pessoas considera que está errado usar sacos de plástico e comer carne. Isso é completamente …

Como Lidamos Com o Medo

O medo é um mecanismo de sobrevivência que permite dar uma resposta imediata a um perigo que está a acontecer (se for um perigo imaginado é apenas ansiedade). Fatores culturais e pessoais permitem respostas diferentes ao perigo. Cada um de nós tem a sua própria experiência pessoal do medo. Não há assim uma resposta comum, nem sequer é comum a noção de perigo. Não há problema nenhuma em ter medo, exceto quando nos paralisa e nos impede de viver a nossa vida. Não podemos evitar o medo, mas também não podemos deixar que subjugue a nossa liberdade, que é a essência da nossa humanidade. Se ainda não encontramos uma maneira eficaz de lidar com o medo, então temos de aprender a fazê-lo. O estudo, o humor e a empatia podem dar uma ajuda.
Estudo. O medo é amplificado pela ignorância e pela confusão. Por isso, procuramos saber tudo sobre o seu objeto e sobre os dispositivos de engano com que nos confunde e inferioriza. Tememos o que desconhecemos e tudo é desconhecido até ser conhecido. Conhecer…

Ser Otimista é Melhor que Ser Pessimista

Todos são pessimistas, como consegues ser otimista? 
- Acho que as pessoas são levadas a acreditar uma realidade que verdadeiramente não existe, e isso torna-as mais cautelosas relativamente ao futuro. Mas, pensando bem, não há razões válidas para acreditarmos que o futuro não seja melhor que o presente, afinal, o presente é em geral melhor que o passado.  Temos menos crimes, menos violência, menos guerros e uma esperança média de vida acima dos oitenta anos.

Achas mesmo que não existem razões válidas para o pessimismo? 
- Existe muita matéria para ser pessimista, basta abrirmos a televisão para nos entrar um dilúvio de desgraças pela casa adentro. Isso não significa que amanhã vai acontecer uma catástrofe. Na verdade, não sabemos. Temos muito menos controlo do que gostaríamos. O que sabemos é que estamos num tempo de mudança e que é difícil percebermos isso porque essa é a nossa realidade. Se tudo está fora do lugar, temos tendência a ficarmos desorientados porque não encontramos as c…